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Escrevo porque sinto vontade. Simples assim.

segunda-feira

Cartas que não enviei

Me sinto muito mais humana do que talvez aparento ser.
Talvez por tanta inconstância, talvez por falar - aparentemente - de forma entusiasmada sobre assuntos de interesse pessoal. Não sei. A psicologia deve explicar algo sobre isso. Freud deve ter explicado. Também não sei. O fato é que me sinto muito menos culta do que devo parecer. Muito menos caridosa do que gostaria. Ás vezes me percebo até egoísta. Li menos livros do que imaginam. Sei quase nada sobre Einstein e admiro Van Gogh por ignorância mesmo, acho bonito e só. Me permito dançar e ouvir o que me toca, superficialmente ou não. Falo o que penso e tenho aprendido a não mais mentir (estou sempre aprendendo algo por sinal). É do meu feitio gostar de atenção, mas não de me entregar, assim, como sobremesa. Me vejo muito mais curiosa do que sábia. E bem menos interessante do que me falam sobre. Quiçá bela. Sim, me acho atraente, tento ser sexy, mas só por achar bonito mesmo. Longe, muito longe, dos meus pensamentos passa a certeza sobre tudo isso. - Aliás, existe mais de mim sobre o que acho bonito e tento ser, do que sobre realmente sou e acho bonito - . Será que em mim realça o cuidado pelo próximo? A tristeza de ver alguém sofrer? O que de real ressalta? É fato que cada um cria a imagem que quer, e não me admira isso, muito menos me machuca. O que me resta é simplesmente a incógnita do : o que sobre mim que só eu sei é perceptível aos outros? Esses "outros" que me encaram de "outro" ponto de vista (- com larga escala de erro diga-se de passagem)? São sempre as mesmas declarações, as mesmas observações. Sim, todas parte de mim, mas em porcentagem bem menor do que me consta pelas lentes externas. O que eu acho é que aumentamos no outro tudo aquilo que queremos. Tudo aquilo que nos mexe. Mas isso definitivamente não significa que é isso que importa de fato pro outro. Sou muito mais do que isso tudo, e muito menos da grandiosidade que imaginam. Estou aprendendo a lidar com meus sentimentos, minhas sensações. Apertando aqui, afrouxando ali. Tentando manter o equilíbrio interno e o respeito externo. Acho válido. E continuarei. Por saber que isso é o que me faz bem... Te fazer bem.

E com T maiúsculo.



Nina.

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