E eu, que por tantas vezes jurei Amar-te, reconheci em mim mesma a hipocrisia implícita e constrangedora. Eu, que humilhada, retalhada, bordei-me e compus-me alinhada ao teu tom, encontrei o exagero que ameça o dom. E naquelas lembranças revivi os meus erros, plácida. Agradar torna-se um fardo quando te tornas rei de dois mundos, mãe de dois filhos, homem de duas mulheres, gregas, troianas. E esse mesmo fardo compromete-lhe a coluna caso vá de encontro a tua natureza íntima. É a morte sutil, delicada, que consome teus atos, tua pureza e rouba-lhe a inspiração. Podre, vejo-me em estado de putrefação. Recuperando em cima da corda bamba a felicidade que me havia esvaído pelo suor do cansaço. Eu, veja só, logo eu, tão dona e dominadora da imagem refletida no espelho, dei minha face a tapas pela tua felicidade. Esqueci-me que quando não agradas teu Deus interior, não agradarás o Deus de outra pessoa. Parei assim que pude, dar-te-ia meus sonhos, minha vida, meu botão de flor. E assim findaria em lágrimas e versos secos a tristeza de um Amor que passou. Alegra-te Pássaro, recuperei meus galhos e fiz em mim teu ninho, deita-te, usa-me, Equilibra-te em mim.
Namastê.

Nenhum comentário:
Postar um comentário