" A felicidade mora aqui, como pássaro selvagem. Ora se esconde entre as folhas e sombras da noite, ora se aninha e dorme, tranquila. É como a gota da chuva que cai no rosto de uma criança. "
Colombina
O circo chegou na cidade, da praça central se ouvia. Era ele, o Equilibrista.
O tal que a ensinara a beleza das coisas em seus dois aspectos elementares da vida, o equilíbrio entre a luxúria e o respeito, tal como o dia e a noite.
Já haviam se passado anos desde o último encontro, desde a primeira fagulha de interesse nas aulas em cima da corda bamba. Era só uma menina.
Ele estava lá, sua imagem fora congelada no tempo, junto com a expectativa da Colombina, como seria ? O que aconteceria ?
Pega totalmente despreparada, se deparou com a simplicidade que aquele experiente rapaz lidava com seus sentimentos: "Isso que eu to sentindo, você também está ? É que eu preciso saber ! " " Isso é bom... isso, isso aqui ó... "
Entrelaçados, se tocaram e entre mordidas e sussurros sentiram o prazer da poesia em prosa.
A Lua compunha o cenário, como que rindo daquela situação embaraçosa, daquela descoberta.
Acordaram com o Sol em suas faces, se olharam, riram relembrando os fatos quando veio na mente da nossa anfitriã: O que sentes ? A descrição simples foi exposta em folha branca roubada, felicidade.
Ele havia retornado e chegara em forma de pássaro... Selvagem.
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