A noite às vezes assusta aqueles que estão acostumados apenas com a claridade. Atirar-se no abismo de sentimentos com olhos vendados nem sempre é tão simples. Não tanto quanto eu supunha. Por um pé trás não é fragilidade, é segurança. Mas ao por dois, você dá um passo. E dar um passo pra trás é só o começo da regressão. Regressão linear, regida por dois pontos no espaço, dois pontos no infinito. Dois corações conectados e alinhados, porém não definidos. Estimar a condicional de uma variável nem sempre é o método mais eficaz para os assuntos sentimentais. Definir as coisas, traçar uma reta. A vida definitivamente não é um gráfico, e não tem como prever as coisas por estatística de relações passadas, ou futuras. O futuro não é uma constante, é uma das variáveis mais complexas, exatamente por ser também a variável de um plano nada cartesiano.
Viver é para os fortes.
Os fracos se perdem no meio das contas, tentando decifrar o que está por vir.
As noites estão mais longas, o sono foge de mim.
Na cabeça pensamentos são meros íntimos desconhecidos, daqueles que você passa na rua e ri, mas não sabe o nome de fato. Nesse emaranhado de culpa, neurônios e preocupações, nesse breu infinito, abismo alarmante, eu me jogo. Minha mente está como o início dos tempos: vazia e sem forma.
Preciso de sete dias pra mudar isso.
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