Impulso da tua língua, rasa e faminta
Guardada na boca que se delicia em meu peito
Misteriosa guardiã de sussurros abusivos
se faz em meus ouvidos.
Pacto comumente, meus ouvidos em teus lábios
e teus gemidos de repente.
O suor que não acaba, a boca que não cala
As pernas mudas são testemunhas emaranhadas
Corpos colados, agarrados, esmagados
Se apertam, se unem, se formam, apaixonados
Se entranham no infinito de um quarto opaco
Branco de sentimentos, fusão de dois corpos
Te querer, te sentir, te tocar.
Silêncio, fadiga, ócio.
Fez-se mar.

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