Éramos tanto e em tão pouco somos quase nada.
Afastados, emburrados.
Por que teimo em tanta intensidade?
É de mim quase que inteira forma e motivo de existência.
Viver.
Deleito-me de Amores infindáveis até amanhã.
Eternos até mais tarde.
Sacio-me das cartas e poesias que só escreverás até daqui a pouco.
Tão pouco.
Pouco demais pros meus planos.
Raso, me afoguei ao tiro do dardo.
Em três braçadas não havia mais água.
Os quatro ficaram no baú submerso das minhas fantasias.
Presos, cadiquê Pandora (embora curiosa) não se atreve a mergulhar.
Onde estará? Por onde andará?
O segundo que libertará a felicidade escondida.
Sou de mim eu mesmo.
Revolta, quanta agonia implícita, guardada.
Pois bem, aqui revelo-me. Casta.
Oh não, quem acreditaria?!
Mas me vale! me vale os escritos.
Toda palavra vale mais que um rebanho.
512

Nenhum comentário:
Postar um comentário