
Longe de você, o Amarante não fala
e minha mente não sabe rimar
Sem compasso, o Camelo se cala
E não faz falta se eu não o escutar
Mas se acaso você volta
do lugar que nunca permaneceu
a rima enfim se solta
sem que eu saiba como aconteceu
Quando noto a tua ausência
a flauta fica muda
Me importo com minha essência
e não se estou desnuda
Mas se aparece derrepente
e se firma aqui por perto
Do corpo, trabalha a mente
expressando o já descoberto
Entre linhas de versos secos
escrevo o que desejo te falar
meus sonhos ou pesadelos
e minha sútil vontade de amar
E se minha rima por fim desgastar
não se preocupe porque é temporário
Elas terminam se eu me afastar
E então eu volto pro confessionário

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