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Escrevo porque sinto vontade. Simples assim.

sábado

Casa de campo


O frio tateia a pele calma
Respiração que se deixa esquecer
A rigidez que lhe sobe a palma
E espanta o calor que não se vê

Da lareira uma lembrança renasce
O corpo permanece ali no chão
O fogo que vê não é o mesmo que arde
no passado esquecido, deixado no porão

Sobe fria noite escaldante,
de sons que nascem e se vão
Em cada livro preso à estante
Se vê a monotonia ali do chão

A mente se encontra vazia
A alma cansada da solidão
O corpo não perde a mania
Se contorce pela inquietação

Desprende do corpo a mente, pensamento
que se acelera e viaja sem saber
Em cada idéia um novo tormento
Despertando o animal selvagem a se perder

E já cansada se encontra distraída
E no sono descobre a paz de se viver
Derramando pensamentos, já perdida
sonha os sonhos que não podia ter

Ass: Nina_512 & S4ltimb4nco

3 comentários:

Anônimo disse...

Adoro ser o primeiro...

Casa do campo... Quantos de nós não daríamos tudo para, às vezes, nos retirarmos em um canto só nosso, escondido e cativo aos nossos desejos...
Hoje acordei e vi que não to tão bem assim... A "freedom" que está no meu blog ainda está começando à vir...
Saudade amiga...

Nem preciso comentar que adorei a poesia...




bjos no core!

Thico Lima disse...

Aponta pra fé e rema.

Anônimo disse...

Porque será que sumiu essa moça???


Bjos e saudade!