
E chega a hora que eu não sei mais quem eu sou
Já não sei o que sinto, ou o que quero...
E uma sensação me some a nuca, arrepiando meus pêlos
Aguçando os meus instintos mais felinos...
Os olhos se fecham, começo a pensar
Mesmo sem querer, sei como vou terminar
E a minha boca se abre, preenchendo-se de ar
Na imaginação eu te vejo possuindo-me devagar
E eu que já não sei o que quero, forço-me a acordar
Mas o sono é contagiante e deixo-me embalar
Teu corpo, teu suor, a pele alva e sem carne
Te desejo, te possuo... o fogo ainda arde.
E chega a hora que eu não sei mais quem eu sou
Já não sei o que sinto, ou o que quero...
Levanto-me estapeando a face
"É só isso que vales?
As mentiras, as ofensas... aonde guardastes?
Ele quer matar os mortos
E você esquecê-los
Ele quer fazer das mentiras, verdades
E você? E você?"
E chega a hora que eu não sei mais quem eu sou
Já não sei o que sinto, ou o que quero...
Ele foi o amor que se foi e que eu já não espero
Não espero carinhos
Não espero lembranças
Não espero morte, nem vida
Muito menos esperança
Disse que me queria morta
E hoje morta eu estou
Mortos não falam
Não incomodam
E também não sentem dor
Não me quer mais em sua vida
E dela eu sai
Sem a nada me opor
A mortalha eu vesti
Me arranco da sua vida
Como se arranca um eletrón
Da mais interna camada de valência...
E chega a hora que eu não sei mais quem eu sou
Já não sei o que sinto, ou o que quero...
Só sei, que por ti rezo
Não xingo, nem menosprezo
Apenas não entendo mais seu dialeto
Se estás louco, não sei
Como antes eu falei
Nada espero de ti
A loucura seria minha
Achar que mortos tem opinião
Estou ocupando-me com outros
Que me querem e gostam de mim
Me apaixando de novo
Minha roda viva que não tem fim
Deixo de lado o calaboço
Lugar este que nunca sai
E me liberto das correntes
Que me prendiam a ti
Suas atitudes chulas
Ajudaram-me a esquecer-te
Não é com palavras suas
Que quem me ama vai desmerecer-me
O que fala já não tem valor
Nem pra mim, e pra muitos outros
Eles perceberam que és um enganador
No teu castelo e em outros portos
E eu que ainda te via num cavalo branco
Agora te vejo dentro de um caixão
Deitado com ar sereno
Tanto o mocinho, quanto o vilão
Só lembre-se que essa escolha foi tua...

15 comentários:
Puxa! gostei...
me fez até me lembrar de uma música dos Detonautas, não sei por quê?
"Penso no que faço, no que fiz e no que vo fazer, hoje seu retrato só me mostra o que eu quero esquecer..."
rsrs
bjOo em ti, linda...
talvez pq seja exatamente isso...
bjox x x
Forte né???
oi
gostei daqui
me escreve
convers
Puxa!
Eu, que não gosto de poemas, adorei esse.
P.s.: ah, não posso te avisar de todas as minhas postagens, mas na sexta-feira terá uma "nova sessão" lá. Eu, praticamente, dando uma de Don Juan. =D
Ás vezes parece que sou eu que estou escrevendo, às vezes parece que estão escrevendo para mim...
obrigado, moça
volta e meia, tem coisa nova...
que bom que gosta
bjo
Queremos atualização!!!!! PROTESTOS E GRITOS DA MULTIDÃO!!!
Guria, muito legal!
Emoções a flor da pele, né?
Sinto falta de quando eu escrevia assim. hahahah
Aliás, o meu blog mudou de endereço.
agora é www.faneinbox.com
Mas se tu digitar o velho, tu vai automaticamente pro novo...
beijão
Então nina... desculpa a demora em responder e a falta de tempo de não conseguir ler com calma suas coisas... tb gostaria de (com calma) dizer o que acho (se é que devo) dos seus textos, assim como fez com o meu. Bom, atualizei lá. Mas nada muito importante. Ganhei uma leitora?!? Até...
.
coloquei teu blog lá nos meus links...
;)
tens um estilo forte
bjo
.
Poema forte... ineressante.
abraço.
hj li novamente o poema...
tive outro pensamento...
ultimamente, ser vilão tem mais graça do q mocinho...
vilão parece ser tão mais forte, mais inatingível...
mocinho só chora, seja lá pelo o q for, só chora...
ah, sim...
e no final ainda tem morte marcante...
^^
-
Liindo .. =]
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